As entidades representativas dos empregados da Conab publicaram uma carta manifestando preocupação com o abaixo-assinado feito por parte do corpo funcional da Conab. Ações como essa arriscam uma cisão desnecessária no corpo funcional da empresa, fragilizam a organização de classe e colocam em risco conquistas alcançadas ao longo dos anos.
O documento também esclarece pontos trazidos no abaixo-assinado. No documento a Fenadsef, ASNAB e Fisenge reforçam que o ofício enviado à direção da Conab solicitando a criação da Comissão Paritária para tratar do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) não quer desqualificar ou deslegitimar as pessoas que compõem o grupo de trabalho patronal que discute o tema e reforça que alguns deles, inclusive, são diretores estaduais da ASNAB.
A carta reforça que a participação das entidades dá força às negociações e podem ser ferramentas de pressão junto aos órgãos superiores e a políticos para a negociação das reivindicações para o novo PCCS. Além disso, o documento lembra que o referido ofício que solicita a constituição da Comissão Paritária atende os encaminhamentos aprovados pela categoria nas assembleias do ACT 2024/2025.
O documento também reforça a importância das conquistas alcançadas ao longo dos anos sob liderança das entidades de classe que beneficiam os associados e sindicalizados, que pagam as contribuições, e, também, os não associados.
Ainda sobre as acusações de que a ASNAB teria interferido no reajuste de 32% em 2015, a ASNAB esclareceu que a representação sindical à época era da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e que a atual direção da ASNAB não participou desse processo.
Já sobre as discussões do Benefício de Assistência à Saúde, a ASNAB esclarece que defende uma proposta aos moldes da Casa Embrapa, que visa minimizar o custo do benefício para seus assistidos, não o lucro, enquanto a solução até então apresentada pela Conab visa, na sua essência, lucro e sujeito os beneficiários a mensalidades crescentes.
Por fim, a carta reforça que todas as decisões sobre os Acordos Coletivos de Trabalho e demais questões de interesse coletivo, entre elas a assistência à saúde, são tomadas pela própria categoria em instancias associativas e sindicais. O documento reforça que a união e a colaboração dos trabalhadores é essencial para manter a categoria forte.




